O governo LULA formulou para o ensino superior um grande desafio: construirmos a universidade brasileira para o terceiro milênio!
Se o ministro Cristóvão Buarque dirigiu os primeiros debates e lançou as bases de um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), o seu sucessor, Ministro Tarso Genro concluiu o PROUNI - programa universidade para todos - e formulou um projeto de Reforma Universitária que tem provocado muitos debates.
O centro do processo de avaliação do ensino superior é a avaliação institucional. A concepção de uma avaliação a partir de um núcleo que possa respeitar a identidade de cada instituição representa, sobretudo, a garantia de que as diversidades serão acolhidas, os múltiplos agentes serão envolvidos no sistema de avaliação e o resultado desse processo poderá significar importante contribuição para o aprimoramento do ensino superior.
A avaliação das instituições será feita a partir de dois momentos distintos: a auto-avaliação, que será conduzida pelas COMISSÕES PRÓPRIAS DE AVALIAÇÃO, e a avaliação externa, conduzida por Comissões designadas pelo INEP, segundo as diretrizes da Conaes.
A prática da auto-avaliação já vem sendo desenvolvida na UNIG há anos, gerando uma experiência muito rica . Poderíamos, então, dizer que o caminho já foi aberto e a estrada a ser percorrida já está pavimentada? Evidentemente que já contamos com um grupo de elevado nível técnico para a condução de uma proposta de auto-avaliação. Mas isso é pouco, porque a efetiva participação da comunidade acadêmica, através de uma adesão voluntária, não ocorreu como gostaríamos de ver.
No momento em que instalamos a nossa Comissão Própria de Avaliação, ou seja, em que debatemos internamente nossa instituição, não poderia deixar de colocar em destaque a importância da participação expressiva da comunidade acadêmica e da comunidade regional que será representada no processo por segmentos de nossa comunidade externa.
Podemos pensar os grandes rumos de nossa universidade a partir desse momento de reflexão, de análise e avaliação interna.
Assinalando um ponto relevante da política educacional que tem procurado estabelecer um novo marco regulatório para o ensino superior, qual seja, o de que todas as instituições (públicas e privadas) devem ter bem definidas as suas metas sociais, suas contribuições para o aprimoramento da civilização brasileira e, mais do que isto, suas propostas para a reformulação da universidade brasileira, quero expressar a importância desse momento de instalação de nossa Comissão de Avaliação Interna e manifestar o integral apoio da reitoria.